18.6.14

Nebraska: um filme que fará você rever valores

Nebraska
2013
115 minutos
Classificação: 5/5
Nebraska (longa de Alexander Payne) é um filme vagaroso, calmo e silencioso. Conta a relação de um senhor, já debilitado mentalmente e fisicamente, chamado Woody Grant (Bruce Dern) e seu filho de boas intenções, David (Will Forte). Um belo dia, Sr. Grant que recebe uma publicidade por correio falando que ele ganhou US$ 1 milhao e decide ir atrás de seu prêmio, na cidade de Lincoln (Nebraska).

Depois de ter que correr atrás de seu pai, que fugiu mais de uma vez pra ir buscar seu prêmio a pé, David resolve então colocar seu pai no carro e viajar de Billing (Montana) até Nebraska, mesmo sabendo que o prêmio é uma mentira.

Após uma sessão de bebedeira de Woody que resultou num pequeno acidente, os dois param na casa de familiares para que ele possa descansar antes de chegar a Lincoln e buscar seu prêmio milionário.

É aí que as coisas mudam, pois Woody conta a todos sobre o grande prêmio e David resolve não desmentir, até o ponto em que a verdade parece, então, mentira. Woody vai meter os dois em confusões e desentendimentos, pois seu filho é muito condescendente e vai na onda do pai.

O filme é super parado, mas tem uma fotografia linda, roteiro impecável (o filme não é cansativo, não acreditem se o Dayan disser que cochilou) e, só por ser em preto e branco, já ganhou muitos pontos comigo. A relação pai e filho (e até mesmo entre os outros membros da família, como a mãe e o irmão) te faz questionar alguns valores. O filme também mostra um pouco da vida pacata do interior dos EUA e a forma como as pessoas conduzem suas próprias vidas no piloto automático (acredite, isso pode te tornar um velho ranzinza e caduco).



No começo você pensa "quanta gente velha e chata", mas ao longo do filme você vai conhecendo o lado pitoresco de todos eles e acaba se cativando. Por incrível que pareça, o filme tem seu toque de humor.



Foi um dos mais indicados ao Oscar de 2014 (melhor filme, melhor ator para Bruce Dern, melhor atriz coadjuvante para June Squibb, melhor roteiro e melhor direção) e me fez lembrar um pouco de Amor, tanto por tratar de relações a longo prazo, da vida... e da morte, da dedicação que temos na vida por outras pessoas, quanto pelo ritmo e a sensibilidade do filme.

"Se a indústria só produz filmes de super-heróis, como o público conseguirá assistir a outros estilos? As pessoas querem assistir a bons filmes. E não me venham dizer que meninos de 14 anos querem ver filmes sobre adolescentes. Quando eu tinha 14 anos, só estava interessado em pornografia."
(palavras do diretor)*



Gostaria de dar um destaque para a trilha sonora desse filme.. Fiquei apaixonada! Curte ai:




Fonte: Folha


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